Evento contou com representantes do mercado de entretenimento como Podpah e levantou debates sobre inclusão e diversidade na cultura pop 

Começou hoje o Unlock CCXP, reunindo profissionais da indústria criativa e tornando-se palco do anúncio sobre a chegada da gamescom no Brasil, que vai acontecer entre 23 e 30 de julho de 2024. Neste primeiro dia, também passaram pelo evento os criadores do Podpah, Omelete Company, Iron Studios e Perifacon. O público também pôde conhecer a jovem cientista Laysa Peixoto, refletir sobre inclusão e divxersidade na cultura pop, além da relação com a tecnologia. 

A vinda do maior festival de games para o país foi recebida por aplausos pelo público presente no Unlock. A informação foi revelada por Gustavo Steinberg, CEO do Big Festival, em um painel que mostrou o potencial econômico do evento. “Em nossa primeira edição, há 11 anos, geramos $1 milhão em negócios. Em 2022, nos tornamos sócios da Omelete Company e, no ano passado, o número subiu para $150 milhões”, afirmou antes de contar sobre as novas parcerias com a Koelnmesse e a Game – Associação Alemã da Indústria de Games. As empresas são as responsáveis pela execução da gamescom na cidade de Colônia. 

Para o CEO da Omelete Company, Pierre Mantovani, é uma alegria realizar o evento por aqui. “Nossa história com a gamescom é antiga. Em 2016, fomos para a Alemanha conhecer o pessoal da Koelnmesse e queria trazer o festival para o Brasil, mas acabando levando a CCXP. Agora vamos trazer o maior evento de games do mundo para cá. Estamos muito felizes”, afirma. 

Outras novidades da Omelete Company  

Mantovani apresentou outras novidades da companhia, entre elas a recente aquisição do Chippu, idealizado por Thiago Romariz que retorna à O&CO. Romariz explicou o funcionamento do aplicativo que oferece aos usuários uma curadoria de cultura pop e falou sobre uma nova solução prevista para chegar ao mercado nos próximos meses. A Datadash será uma plataforma de dados e análise de comportamento do usuário para entender a jornada do consumidor de cultura pop, a partir do consumo de notícias, séries, serviços e filmes em todos os pontos de contato com o mundo do entretenimento. 

Logo após, o público teve a oportunidade de assistir o trailer do documentário “A Tribo”. O longa, cuja pré-estreia está marcada para a Spoiler Night da CCXP23, conta a história da comunidade gamer formada pelo Streamer Gaules. O maior festival de cultura pop do planeta não poderia ficar de fora , assim como sua exportação para o México – na primeira edição que será realizada em maio do próximo ano. 

Sucesso da internet e das marcas 

Um dos momentos mais esperados do dia foi o painel a mesa com Igão, Mítico e Vitor Assis, do Podpah. Durante a apresentação, eles contaram como será a Arena Podpah na CCXP e comentaram a presença de Ruffles e BIS, parceiras do espaço. Referência no relacionamento com marcas, os criadores já tiveram mais de 100 empresas passando pelos produtos do hub de conteúdo – elevando o faturamento de R$5,5 mi, em 2021, para R$25 mi, em 2023. 

“Trabalhamos sempre três pilares. A marca Podpah é um ambiente branded safety. Também aprendemos que é melhor fazer uma conversa que uma entrevista. Não temos a obrigação de querer arrancar algum furo do convidado, queremos que todos fiquem à vontade. Por fim, é a conexão com o nosso público”, afirma Vitor Assis. 

Durante o painel também foi anunciada uma nova vertical da empresa, o Podpah Social, que vai atuar na capacitação de pessoas da periferia de São Paulo, Osasco e Belém. “O Podpah por si só já é algo social. Você não vê rostos como os nossos na televisão. Queremos cada vez mais potencializar isso, capacitar quem precisa. Vamos fazer isso de forma organizada, pois é um tema muito importante para a gente”, conta Igão. 

Cultura Pop e tecnologia: inspirações e conexões 

A astronauta e piloto em treinamento pela NASA, Laysa Peixoto, dividiu com os presentes um pouco de sua trajetória, que começou em Contagem (MG). A conversa, mediada pelo jornalista Fernando Luna, trouxe curiosidades sobre a necessidade de identificação e nomeação de corpos celestes, além de mostrar como a cultura pop foi um gatilho para despertar sua curiosidade quando ainda era criança. 

“Eu sempre tive vontade de conhecer o espaço, pois sempre fui muito inspirada por filmes como Star Wars e Star Trek. Isso influenciou muito minha imaginação e eu já pensava em como fazer isso. Sempre tive essa sensação de que poderia descobrir algo, que tinha algo esperando por mim”, conta. A jovem explicou os processos para fazer parte de pesquisas da NASA e os projetos de criação de tecnologias que vem trabalhando por lá: entre eles, um projeto para extrair água da subsuperfície da Lua.  

Já Rafael Ugo, Diretor de Experiência do Cliente da Volvo Brasil –  primeira montadora presente na CCXP –, trouxe reflexões presentes na indústria automotiva. O executivo falou sobre como ela pode ser mais sustentável e democrática, além da relação entre Volvo e o festival. “Os propósitos emocionais da CCXP se conectam com os nossos. Queremos mostrar que o carro também pode ser o mocinho e não o vilão”, explicou ao contar sobre o próximo lançamento da marca, um carro 100% elétrico. 

Inclusão, diversidade e colecionáveis tipo exportação 

A cultura pop inclusiva e diversa foi tema da conversa entre Andreza Delgado, fundadora da PerifaCon e da Copa das Favelas, e Babi Bono, jornalista e publicitária do Morro de São João, no Rio de Janeiro, com passagens por marcas como Rock in Rio e Jeep.  O papo foi mediado por Maíra Carvalho e  começou com a descrição física de cada uma delas para promover a inclusão no Unlcok CCXP. 

Apesar de já reconhecerem um avanço e verem os talentos e estéticas das favelas representados, tanto no cinema, quanto na música e nas novelas, ambas ressaltaram os desafios da inclusão. “Estamos falando de convencimento. É tirar essa ideia de que o público geek da periferia só gosta de uma coisa, de séries como ‘Sintonia’. É conseguir trazer os players e os artistas”, conta Delgado. A importância de abrir espaço para outras mulheres periféricas também foi destacada por Bono. “Não é só sobre nós estarmos aqui hoje. Precisam vir outras Andrezas e outras Babis”, afirma. 

No painel sobre a Iron Studios, o fundador da marca, Renan Pizii, contou como a paixão pelo automobilismo e a cultura pop impulsionaram a criação da Pizii Toys. Ele, que já tinha sido piloto, é fã de Ayrton Senna e desejava fazer uma escultura do seu ídolo. O empresário também destacou a importância da CCXP para o negócio. “O evento nos proporcionou apresentar a Iron Studios para o mundo e ganhar uma escala global”, afirma. Atualmente  presente em 40 países, a marca trabalha com mão de obra 100% brasileira e tem o licenciamento de diversas franquias. Quem acompanhou o conteúdo  também pôde conhecer em primeira mão a novidade que será anunciada nea quinta-feira, 30, durante a CCXP. 

Fechando o primeiro dia de Unlock CCXP, o sócio-fundador do festival e curador do Artists’ Valley, Ivan Costa falou sobre a importância da curadoria para o ambiente de negócios e para o sucesso da CCXP. 

Sobre a CCXP         

A CCXP é o maior festival de cultura pop do mundo. O evento, idealizado e produzido pela Omelete Company, já recebeu mais de 1.5 milhão de pessoas ao longo de todas as edições em São Paulo, uma edição da CCXP Tour em Recife e uma edição internacional da CCXP Cologne, na Alemanha. Com dois eventos digitais, sob o selo de CCXP Worlds, a marca alcançou uma audiência de mais de 7.5 milhões de usuários, distribuídos em 139 países. Com números e recordes próprios, a CCXP vai muito além das estatísticas: é um sentimento. Um lugar de pertencimento e liberdade, proporcionando experiências inesquecíveis para quem vai e impactando positivamente a sociedade. Tudo isso pode ser resumido pela palavra que simboliza a essência do festival: épico.    

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