Vale tudo para conseguir doações? Antes de responder, conheça histórias curiosas de streamers e usuários que passaram apuros no patrocínio de conteúdos.

Criadores de conteúdo relatando ganhos entre R$ 30 mil e R$ 50 mil enquanto interagiam com seguidores dispostos a realizar doações. As lives NPC se tornaram um fenômeno no TikTok, mas a plataforma já anunciou que o conteúdo considerado “repetitivo, não autêntico e degradante, com o intuito de incentivar os espectadores a enviar presentes” está com os dias contados.

Na Twitch, doações impressionantes já acontecem há alguns anos. Em 2019, um streamer recebeu a quantia de US$ 75 mil de um único doador enquanto transmitia uma partida de Fortnite. Seja realizando uma inscrição no canal e financiando a transmissão de conteúdo com regularidade ou enviando algum valor esporadicamente, não é difícil encontrar quem utilize esse recurso para chegar mais perto de um ídolo do streaming. 

Por outro lado, criadores de conteúdo estão sempre pensando em maneiras cada vez mais inovadoras de chamar a atenção, em desafios compartilhados em tempo real que podem ser mesclados com interação via dispositivos IOT, por exemplo. Além de ter estratégias para conseguir mais engajamento e doações, também é preciso tomar alguns cuidados para que a transmissão saia como o esperado, inclusive financeiramente. 

Chargeback, fraudes e ofensas: o que pode dar errado quando alguém doa a um streamer?

Promover interação com a comunidade é uma maneira de conseguir mais doações, mas enquanto transmite o conteúdo, o streamer precisa ficar atento a diversas questões para não se frustrar ao conferir a conta bancária no final do dia. 

Além de problemas técnicos, como uma falha no sistema de pagamento ou queda do servidor, e suspensões (temporárias ou permanentes) que afetam a capacidade de receber doações da comunidade, existem questões mais sensíveis – relacionadas à própria comunidade – que merecem atenção. 

É o caso, por exemplo, das doações “chargeback”, quando um membro da comunidade realiza uma doação substancial com o objetivo de solicitar um estorno posteriormente. Estornos podem acontecer devido a um arrependimento genuíno, mas também podem ser motivados por uma tentativa de prejudicar o streamer. Em casos de fraude, quando doadores utilizam cartões de crédito roubados ou informações falsas, por exemplo, o valor doado também vai ser retirado da conta do streamer. 

Outra situação adversa envolvendo doadores pode trazer outro tipo de prejuízo: alguns deles podem fazer o uso inadequado da função de doações para enviar mensagens ofensivas, racistas, sexistas ou de assédio para os streamers na Twitch, prejudicando a comunidade.

Além dos impactos financeiros, esses contratempos podem desencadear questões emocionais para os criadores de conteúdo, confrontados pela quebra da expectativa do apoio. 

3 casos de doações na Twitch que não saíram como o esperado

  • Gastando dinheiro da família

Em 2020, um adolescente gastou todo o dinheiro da poupança de sua família realizando doações na Twitch para diversos streamers. O valor pago pelo jovem jogador de Fortnite – cuja identidade foi preservada – foi de quase US$ 20 mil. 

Em um post feito no subreddit do Twitch e ao portal Dot Esports, a mãe do adolescente relatou a forma como perdeu anos de economias em cerca de 17 dias. O rapaz descobriu a senha da conta bancária da mãe e disponibilizava grandes quantias de dinheiro em um cartão de débito que havia sido dado a ele para pagar lanches na escola.

Depois de gastar $ 19.870,94 em  doações, bits e assinaturas da Twitch, o adolescente disse que sabia ter gasto muito, mas ainda assim ficou surpreso com o valor. Até mesmo o jogador de futebol americano Kurt Benkert e o jogador de basquete Meyers Leonard receberam alguma quantia: a família conseguiu fazer contato com ambos para reaver o dinheiro.

O cartão de débito do rapaz foi cancelado, mas para que a sua mãe possa reaver o dinheiro será preciso que ela faça uma denúncia. O caso é considerado fraude amigável, que é a contestação de cobranças legítimas, como quando alguém da família utiliza o cartão sem permissão. 

  • Colada na parede

Para arrecadar doações, a streamer ExtraEmily resolveu transmitir um subathon, desafio de longa duração semelhante a uma maratona. No evento que ela apelidou de “wall-a-thon”, Emily Xuechun Zhang permaneceu por 13 horas colada em uma parede com fita adesiva. Para deixar a transmissão mais dinâmica, a cada doação de US$ 10 feita por um dos novos subs, um de seus amigos jogaria uma bexiga d’água nela, e a cada doação de US$ 20, ela seria atingida por um ovo.

Apesar da intenção inicial de permanecer pregada por 24 horas, Emily acabou desistindo 9 horas antes. Sábia decisão: a fita presa ao corpo da streamer – que faz muito sucesso interagindo com seus seguidores no modo Just Chatting – poderia causar danos à saúde como restrição da circulação sanguínea, dificuldade para respirar, lesões na pele e problemas de postura, sem falar no estresse emocional e psicológico. 

  • Careca e sem dinheiro

Também participando de um subathon, o streamer Lacy se propôs raspar a cabeça e as sobrancelhas se recebesse uma doação de 750 mil bits, o equivalente a US$ 2,5 mil. Ele conseguiu o incentivo que precisava para a mudança de visual no terceiro dia da maratona, mas logo percebeu o golpe.

Lacy foi vítima de chargeback: o doador pediu o reembolso pela doação à empresa que administra seu cartão. Ao site Kotaku, Lacy contou que o falso incentivador – que mais tarde enviou um dólar ao streamer – desativou a própria conta na Twitch e o bloqueou no Twitter e no Fortnite. Outros streamers que foram vítima do mesmo doador relataram suas experiências para Lacy por DM.

Felizmente, a comunidade de Lacy e até a própria Twitch se mobilizaram para ajudá-lo. Ele recebeu várias doações de viewers e 50 assinaturas de presente da plataforma. 

Doações mais seguras: plataformas integradas podem ajudar

Criadores de conteúdo engajados com o crescimento de seus canais estão sujeitos a esse tipo de contratempo: é o preço pago por atingir um número cada vez maior de espectadores. Por isso, soluções tecnológicas que garantam a segurança do streamer que recebe doações são tão necessárias. 

Uma boa forma de proteção é optar pela doação via PIX, solução exclusiva da IOXtream no Brasil. As medidas de segurança desse sistema de pagamento eletrônico em suas transmissões, como autenticação em duas etapas e criptografia avançada.

O PIX também é conhecido por sua rapidez e agilidade, com transações realizadas instantaneamente a qualquer hora do dia. Além disso, menos taxas são deduzidas das doações, o que significa que uma porcentagem maior do valor doado será recebido pelo streamer. A Pesquisa Doação Brasil, conduzida pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social em colaboração com a Ipsos, revela um aumento significativo no uso do Pix como método de pagamento por parte dos doadores. Em 2020, apenas 8% dos doadores optavam pelo Pix, enquanto em 2023 esse número saltou para 39%.

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