Presa de mamute de pelo menos 100 mil anos é achada no fundo do mar dos EUA

Presa de mamute de pelo menos 100 mil anos é achada no fundo do mar dos EUA

Navegando a mais de 3 mil metros de profundidade no Oceano Pacífico, em 2019, pesquisadores encontraram um pedaço do que parecia ser uma presa de elefante. Em julho deste ano, eles conseguiram finalmente achar o resto do fóssil, que era, na verdade, de um mamute.

As expedições que revelaram o dente ocorreram a bordo do veículo subaquático de controle remoto R/V Western Flyer. A presa tem cerca de um metro de comprimento e pertencia a um mamute-colombiano (Mammuthus columbi). O fóssil estava muito bem preservado, graças ao ambiente frio e de alta pressão do oceano.

“O ambiente de preservação do fundo do mar deste espécime é diferente de quase tudo que vimos em outros lugares”, conta Daniel Fisher, paleontólogo da Universidade de Michigan, em comunicado. “Outros mamutes foram resgatados do oceano, mas geralmente não de profundidades maiores que algumas dezenas de metros.”

Fascinados pela descoberta, os pesquisadores então estudando o dente em maiores detalhes e esperam obter resultados utilizando tomografia computadorizada. Eles querem reconstituir em breve a estrutura tridimensional da parte interna da presa e descobrir outros dados, como a idade do animal e como a presa pode ter chegado ao mar.

Terrence Blackburn, professor associado de ciências terrestres e planetárias da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, está realizando a datação do dente. Por enquanto, uma análise da decaimento de isótopos de urânio e tório presentes no fóssil apontou que ele tem muito mais do que 100 mil anos.

O fato dos elementos terem sido transmitidos ao objeto pelo próprio oceano são uma vantagem para que os estudiosos possam datá-lo. “Se a presa tivesse sido encontrada em terra, decifrar sua história não seria tão fácil”, observa Blackburn.

Os pesquisadores querem também sequenciar o DNA antigo da presa para compará-lo com os de outros mamutes e obter informações sobre esses animais gigantescos. “Os restos mortais de mamutes da América do Norte continental são particularmente raros e, portanto, esperamos que o DNA dessa presa vá longe para refinar o que sabemos sobre mamutes nesta parte do mundo”, afirma Beth Shapiro, pesquisadora líder da equipe que fará o sequenciamento.

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