Arqueólogos encontram na África do Sul cama gramada de pelo menos 40.000 anos

Arqueólogos encontram na África do Sul cama gramada de pelo menos 40.000 anos

Na África do Sul, perto de um conhecido sítio arqueológico de antigos hominídeos, foi descoberta uma cama coberta por vegetação parcialmente preservada, além de outros objetos, bem como esqueletos de bebês.

Arqueólogos da África do Sul encontraram uma cama de palha usada entre 40.000 e 60.000 anos atrás, de acordo com um estudo publicado na revista Quaternary Science Reviews.

O achado paleolítico foi encontrado parcialmente preservado na chamada Caverna Fronteiriça. Os pesquisadores fizeram análises por radiocarbono e espetroscopia de ressonância paramagnética eletrônica dos vestígios, para estimar sua idade.

A cama tinha pequenos fragmentos de ferramentas, pedaços de ocre, evidências de que realmente pertencia a um humano, e teria cerca de dois metros de comprimento, segundo a pesquisa.
O colchão gramado tinha um suporte de gesso com vários caules, folhas, sementes e fragmentos de carvão vegetal espalhados por cima, com os cientistas destacando a camada de cinza encontrada no meio, que pode ter sido uma forma de resolver uma infestação por insetos.
Os arqueólogos também descobriram algumas ferramentas de pedra, algumas contendo restos de resina de coníferas Podocarpus, usada como adesivo. Os autores do estudo admitem que os restos da cama não foram preservados melhor porque muitos dos fragmentos herbáceos foram previamente escavados sem ser reconhecidos.
No local foram ainda desenterrados dois esqueletos de bebês, um osso e algumas joias. Tudo foi encontrado perto dos locais com fósseis de hominídeos de Sterkfontein, Swartkrans, Kromdraai e arredores, um lugar com jazidas de antepassados da espécie humana datados de até 4,5 milhões de anos, e patrimônio mundial da UNESCO.

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