Como Saturno, Terra está quase formando anéis (de lixo)

Como Saturno, Terra está quase formando anéis (de lixo)

Cada um dos planetas do Sistema Solar tem particularidades que os tornam tão fascinantes. No caso de Saturno, por exemplo, isso fica por conta de seus espetaculares anéis, formados por micropartículas de poeira, gelo e fragmentos de rochas.

Não existe um consenso científico sobre suas origens: enquanto alguns acreditam que sejam restos de uma lua despedaçada, outros defendem que sejam resquícios da formação do próprio planeta. Júpiter, Netuno e Urano também apresentam anéis em seus entornos, embora as estruturas sejam tão tênues que se tornam quase invisíveis.

Agora, o cientista Jake Abbott, professor de robótica da Universidade de Utah, nos EUA, afirma que a Terra também está prestes a ganhar seus próprios anéis. No entanto, diferentemente de nossos vizinhos maiores, os nossos teriam uma origem bem conhecida, e nem um pouco natural: o lixo espacial.

Estima-se que existam cerca de 170 milhões de pedaços de lixo espacial trafegando ao redor da Terra. A maioria é formada por fragmentos bem pequenos, mas 23 mil desses detritos são maiores que uma laranja e preocupantes o suficiente para serem rastreados pelo Departamento de Defesa dos EUA, por oferecerem perigo aos voos espaciais, às missões orbitais e, principalmente, aos astronautas em naves tripuladas.

E não é só em órbita que o lixo espacial pode causar estragos. Alguns pedaços até caem na Terra. Normalmente eles se fragmentam na atmosfera, mas nem sempre. Segundo o jornal The Salt Lake Tribune, de 200 a 400 pedaços de entulho caem do espaço a cada ano.

No início deste ano, por exemplo, uma parte de um veículo de lançamento Falcon 9 fez uma reentrada descontrolada e iluminou o céu noturno. Uma seção de 1,5 m do foguete resistiu ao impacto da reentrada, caindo em uma fazenda no estado norte-americano de Washington.

Considerado uma categoria de poluição, o lixo espacial cresceu expressivamente desde 1957. Atualmente, temos 7,5 mil toneladas de lixo em órbita. É como se mais de mil elefantes flutuassem sobre nossas cabeças. E essa “manada” deve continuar a crescer exponencialmente, se nada for feito quanto a isso.

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