Planeta Terra: primeiros continentes surgiram milhões de anos antes do que se pensava

Planeta Terra: primeiros continentes surgiram milhões de anos antes do que se pensava

Um estudo publicado no dia 8 de novembro de 2021 na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) coloca a origem dos continentes do planeta Terra mais de meio bilhão de anos antes que se sabia até então.

Segundo a pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade Monash, de Melbourne, na Austrália, os crátons (como são conhecidos os nossos primeiros continentes) emergiram do oceano entre 3,3 bilhões e 3,2 bilhões de anos atrás.

Isso refuta as estimativas anteriores de que a emergência de crátons em grande escala ocorreu há cerca de 2,0 bilhões de anos.

Segundo o geólogo Ilya Bindeman, da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos (EUA), que não tem relação com o novo estudo; “nunca houve dúvidas de que os continentes estavam parcialmente saindo da água há 3,4 bilhões de anos”.

Isso porque cientistas encontraram rochas sedimentares, que se formam a partir de pedaços quebrados de outras rochas que sofreram erosão e intemperismo, que datam dessa época e remetem ao rompimento da superfície oceânica da Terra.

“No entanto, embora os geólogos soubessem que pelo menos parte dos crátons foi exposta nesse momento, a época exata e a extensão de seu surgimento permaneceram uma questão de debate”, explicou Bindeman ao Live Science.

Agora, os autores da nova pesquisa sugerem que crátons inteiros, e não apenas pequenos pedaços, emergiram dos oceanos 3,3 bilhões de anos atrás, embora o planeta não tivesse as placas tectônicas de estilo moderno necessárias para impulsionar esses pedaços flutuantes da crosta para cima.

“Bolsões de rochas sedimentares antigas já haviam sido encontrados no cráton, e nossa equipe queria determinar suas idades exatas e a natureza de como se formaram”, disse o primeiro autor do estudo, Priyadarshi Chowdhury, pesquisador de pós-doutorado na Escola da Terra, Atmosfera e Meio Ambiente da Universidade Monash.

Para saber mais dessa descoberta acesse o artigo original clicando aqui.

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