Vídeo: Há 30 anos, Renato Russo compunha “Teatro dos Vampiros” e nunca foi tão atual.

Vídeo: Há 30 anos, Renato Russo compunha “Teatro dos Vampiros” e nunca foi tão atual.

Há 30 anos, em 1991, Renato Russo compunha a sua música mais atual, a que melhor retrataria um futuro que infelizmente, o autor não chegou a ver. Morto, vítima do HIV, Renato e a Legião Urbana foram símbolos iônicos nos anos 80 e 90.

Em 1991, Teatro dos Vampiros era lançada em meio há uma turbulência econômica, com inflação de alta, fome, miséria e grande desemprego. O presidente sem noção da realidade, mantinha relação conflituosa com o congresso, mas, que ainda se mantinha sob frágil controle por troca de favores políticos. Alguma semelhança com os dias atuais?

A letra começa com “Sempre precisei de um pouco de atenção, acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto, nesses dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos”. O trecho, assim como mais a frente na letra, retrata o desânimo frente ao que se sabe não gostar, na realidade que se vive naquela momentos. O silêncio da perplexidade e o marasmo da poeira se escondendo pelos cantos.

“Esse é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante. A primeira vez, sempre a última chance. Ninguém vê onde chegamos, os assassinos estão livres, nós não estamos.” Renato apresenta a indignação da ganância de empresários e políticos. Mostra que esses assassinos, estão livres e ironicamente, nós não estamos.

“Vamos sair, mas, não tempos mais dinheiro. Os meus amigos todos estão, procurando emprego. Voltamos a viver, como há 10 anos atrás e a cada hora que passa, envelhecemos 10 semanas”.

Talvez, o trecho acima seja o que mais tem ligação com a atualidade, em relação ao período. Como se sabe, o Brasil passava por uma avalanche de retrocessos sociais propostos pelo programa neo-liberal radical da ministra Zélia Cardoso de Mello. Assim, como Paulo Guedes, ambos absolutamente neoliberais radicais, com origem no mercado financeiro, causam além de uma forte crise econômica, algo que soma às incertezas sociais formando uma epidemia de desânimo.

Então, a política de desemprego gera o que foi abordado por Renato Russo, exceto, em relação ao “voltamos a viver, como há 10 anos atrás”, já quem em 1991, dez anos atrás seria o momento mais agudo dos reflexos da crise do “petrodolar”. Seria mais apropriado hoje, o “voltamos a viver, como há  30 anos atrás”, justamente, o ano em que a música foi composta. Escute a íntegra abaixo:

Share and Enjoy !

Shares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Shares
%d blogueiros gostam disto: